O Estado do Pará

A economia internacional, após apresentar um bom crescimento em 2017, quando superou as previsões de crescimento do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicadas no World Economic Outlook (WEO) de outubro de 2017, continuou apresentando sinais positivos para o Produto Interno Bruto mundial nos primeiros meses de 2018, a exemplo da continuidade da trajetória de fortalecimento da produção industrial e do comércio global. No WEO de abril de 2018, o FMI projetou crescimento para a economia mundial de 3,9% para os anos de 2018 e 2019, o que representa crescimento de 0,10 p.p em relação ao observado no ano de 2017. Essa elevação está associada à recuperação dos mercados emergentes e por um crescimento resiliente das economias avançadas.

Os números do FMI mostram que as economias avançadas apresentaram crescimento de 1,7% em 2016 e 2,3% em 2017, e devem crescer 2,5% em 2018 e 2,2% em 2019. Tais estimativas refletem os efeitos colaterais da politica fiscal expansionista dos Estados Unidos e as perspectivas mais fortes para a zona do Euro e Japão.

O FMI reviu a projeção para o crescimento do PIB norte americano para os anos de 2018 e 2019. De acordo com o WEO, a economia estadunidense deve crescer 2,9% e 2,7% nestes anos, respectivamente, o que representa uma perspectiva de crescimento de aproximadamente 0,6 p.p em relação ao observado em 2017. Referida estimativa está ancorada em um maior fortalecimento da demanda externa e no impacto macroeconômico decorrente da reforma tributária de dezembro de 2017.

Nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, a expectativa de crescimento é de 4,9% em 2018 e 5,1% em 2019. Os percentuais previstos, superiores aos 4,8% observado em 2017, refletem, principalmente, a confiança em um forte e contínuo desempenho econômico da Ásia Emergente, que se mantém como a principal responsável pelo crescimento da economia global. Na China, a projeção é de leve redução no crescimento, saindo de 6,9%, observado em 2017, para 6,6% em 2018 e 6,4% em 2019. Entretanto, para a Índia, que apresentou aumento do PIB de 6,7% em 2017, o Fundo projetou crescimento de 7,4% para 2018 e 7,8% para 2019. Para América Latina e Caribe, cujo crescimento foi 1,3% em 2017, a projeção de crescimento para 2018 e 2019 é de 2% e 2,8%, respectivamente.

No cenário nacional, o PIB cresceu 1% em 2017. O FMI estimou crescimento de 2,3% para 2018 e 2,5% para 2019, creditando esse desempenho ao aumento no consumo privado e nos investimentos. Esta perspectiva está acima da projetada pelo Banco Central do Brasil (BCB) no relatório de Inflação de junho de 2018, 1,6%. Tal desempenho reflete o arrefecimento da atividade no início do ano corrente, além da posição dos indicadores de confiança de empresas e consumidores e das perspectivas de impactos da paralisação no setor de transporte de cargas, ocorrida no final de maio deste ano.

Quanto aos preços, a expectativa do BCB, em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo ( IPCA) está em torno de 3,9% para 2018, 4,1% para 2019 e 4,0% para 2020.

O cenário econômico do Pará apresenta sinais positivos de retomada do crescimento da economia. De acordo com dados do BCB, o índice de atividade econômica (IBC-Br) da economia paraense apresentou, no mês de abril (dados dessazonalizados), crescimento de 1,81% em relação a abril do ano anterior.

Em relação ao volume de vendas no comércio local, os dados de abril de 2018 mostram o crescimento de 5,32%. Quanto ao saldo das operações de crédito paraense no Sistema Financeiro; os dados de maio de 2018 já apresentaram evolução de 7,68%. Neste cenário, as perspectivas de um aumento das taxas de câmbio atuam de maneira positiva para as exportações do Pará, uma vez que o setor extrativista mineral possui uma forte representação no PIB paraense. Em relação à inflação, de acordo com os dados do IBGE, o IPCA, apurado na Região Metropolitana de Belém, foi 0,28%, apesar da paralisação no setor de transporte de cargas, sendo inferior ao apurado no mês de abril, em 0,07p.p.